quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

No one, but you and me!

Acordo e me deparo com teu corpo envolto somente em minha mais cara camisa, com marcas de mãos de tinta roxa,  buracos de cinza de cigarro, manchas de batom e seu doce perfume.
Sua maquiagem borrada depois de brincarmos por toda a noite, como adolescentes que acabaram de se conhecer, procurando descobrir todos os mágicos pontos de prazer.
A pose de mulher direita, moça de família, é desfeita em segundos após me beijar novamente, como quem não havia passado a noite em meus braços, e que não me via há séculos!
Suas loiras curvas me fazem ficar mais forte, mais corajoso.
Quero me entrelaçar em ti aqui mesmo, no meio de toda essa tinta, bitucas, taças de vinho, caixas de pizza!
Ah Nikki!



Vannila Girl

Vamos brincar, eu gosto do seu jogo,
De sedução......você entende
Foge de novo, se esconde mais aqui em mim,

Se faz de desentendida,

me mostra uma careta metida,
Depois me dá aquele sorriso de canto
Como quem vai me testar mais uma vez

Me ignora mais um pouco

Me trate feito um louco
Mas volte depois com ciúmes e em pranto
Que eu te faço minha mulher, talvez

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Magic Sensations

As vibrações numa dançante frequência de modo a torporizar meus sentidos
As cordas vibrantes nesse espaço tempo me dobram a consciência
Elas me curam da demência dessa vida engravatada
Elas me tiram do estado robótico, programado, alienado

Só consigo mover os olhos na direção do prazer
As mãos involuntariamente se tornam engrenagens com que regendo o tecido do cosmos
O ar rarefeito em meus pulmões é suave como uma abraço de criança
É como se o corpo dormisse acordado

sábado, 26 de novembro de 2011

Voyager

We begin the voyage with the eyes wide open
But we see nothing
We have new shoes to run away
But we dont even walk

Sometimes the tool is not enough

The silence is turbulent in this journey
That trip has an sour end
It was tasty in the beggining
We face this whole thing . Think! Something is wrong
Something is fake, something is distant enough to be almost untouchable

We cross this road with old legs, but new sensations
We try to recover the young spirit, but  too late
Just memories my friend!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Less anything

Posso ouvir minha respiração agora,
Posso ter comigo mesmo aquele velho e bom monólogo mental,
Agora eu estou em paz, estou comigo mesmo,
Longe das pessoas, egoístas que somos,
Longe do apinhamento usual das cidades,
Agora eu estou no seio da terra, no vale, no sul
Meus pensamentos estão mais claros, meus desejos mais astutos,
Meus devaneios mais abundantes e viciosos, minhas malícias brotam sob a pele
Começo a me lembrar dos sonhos, mesmo que durma menos hoje em dia
Começo a me tratar com zelo, mesmo que definhando ultimamente
Agora eu estou em paz, estou comigo mesmo,
Eu, meus livros, meus pensamentos, e mais ninguém
Há sossego maior?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

People & People

People in our part
People in our life
People that we want to buy
People that makes us die
People that hurt each other
People that cut and bother
People are just so ugly
Like a bird flying with broken wings
Like Judas kissing his master of sins
Like God playing dice forever
Like jealous and greed people ever

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Egocentric Chaos

preciso de um tempo só pra mim
um momento egocêntrico, em minha querida solitude
preciso de um silêncio só pra mim
alguns dias sem falar com ninguém
preciso de um dia com os olhos vendados
um spa de José Saramago
preciso me livrar dos meus sentidos
há alguma coisa aqui dentro que não quero mostrar
há alguma coisa aqui dentro que não devo falar
há alguma coisa aqui dentro que é só minha e não vou te contar o que é
há alguém aqui dentro e esse alguém sou eu
não quero que o mundo me conheça, sou meu

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Caminhada de Thoureau

descalce seus sapatos e deixe sua gravata,
largue os preconceitos mundanos e liberte sua mente,
queime o seu dinheiro que não te vale mais,
caleja teus pés homem!


                        Quem caleja os pés caleja a alma,

mergulhe na mata, ou melhor, no mato
curta o seio da vida, a mama da terra, o peito sobressalente da serra do mar
faça do fim um início selvagem
numa natureza solitária seja solícito
numa relva deite-se e espere
você já está velho homem, deve isto a ti mesmo
deite-se e espere

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Solitude retomada

Pois é, tenho me esquecido ultimamente
Estou numa tentativa desesperada para adentrar a realidade dos outros
Fingindo me adaptar a esse sisteminha barato
Acabei deixando de lado a minha solitude

Uma vez no sistema, fica difícil sair





A gravata, quando vestida, só tem a função de esganar
Eita gravatinha dos inferno!



LIBERDADEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!




Pronto passou, tô me acostumando com esta carcaça, esta máscara, esta forca maldita
Ela até é minha amiga agora, minha companheirinha para todas as horas, esta lata velha

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Plenitude!


i wanna go there, where the horizon ends
where there is no existance, no time, no space
where the sexiest thing to do is to open the eyes
discover a new world of sensations

i sat here and saw the sky
gray, white, yellow, orange, brown and black
and i am old now
and i have greed now
and i have that feeling now

i should go there, where the horizon begins
when the merry sun was just a baby
when that landscape was just a project of nothing
i should stay there and sleep for a while
not too much, maybe some centuries 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Olhos Oblíquos de Capitu

Ah! Seus olhos dissimulados, irradiando paixão e traição
Esferas vulcânicas e tempestuosas e sulfurosas de rancor
Duas caixas de pandora me revelando o submundo
Duas silmarils iluminando a escuridão de minha solitária Arda
Faróis no oceano, constelações no azul celeste

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vazio sensível

Sinto-me vazio, sugado até as entranhas, perdido entre tripas-coração
Bebi um oceano de panacéias a vida toda e agora me encontro sozinho
Entre diversos clichés sentimentais, não perco a compostura
Não me sinto "eu mesmo", mas outro, outro metamorfoseado
Um inseto dependente das pessoas, de provas, de desafios, de pedras, de gravatas, enfim

Quero descer o vale, caminhar ao rio, tacar pedras tetra-quicantes
Mergulhar no mato e vislumbrar o passado lá de cima, longínquo, aquém de minha existência

Quero me esquecer um pouco, parar de raciocinar como um babuíno esperto
Deixar o ar penetrar meus pulmões e sorrir, ou chorar, o que vier à tona...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

My personal reality

Is this whole thing real?
I just need to know if it is...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

The first quarter

The first quarter of my life is gone
It seems I am just starting the whole thing now
I am the same of yesterday, but I'm feeling old, too old
A quarter of my life is gone

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Oops again!



Oops sensation again
New feelings coming on
rush in veins and headache
Temporary numbness and deafness
My shoulders are too heavy
My illness has increased too much
It's time to say goodbye

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Look! There is a man!

There is a man in the mirror now
He is looking straight at me
A strange and confident eye
He is judging me, analising me,
He is like the sky: old, enigmatic, obscure, but still good to give some 
view
There is a man in the mirror now
An adult male who does not talk with the mouth but express your sadness 
with the face
Shows your heart to himself looking another strange guy in the mirror
One question seems to appear in his mind
Maybe this is not real anymore, just a dream, built in another dream
A loop de loop question
Not answered by the reason
Not questioned by his own conciousness
Maybe an idea in his head by some other replicator of memes
There are many men in the mirror now
They are looking straight to themselves
Imagining billions of mad stuff about reality, conjecturing the imaginary 
world in the psychedelic taste of life

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Caucasia is listening at six pm



Hey Caucasia, listen to me
Hear my voice
Tell me there or no where
You look so beautifull Caucasia
You look so peacefull, so flavourous
I dreamed a dream called Caucasia
Where the mankind is good, where the dreams come true
Where there is no greed, no jealousness, no evil, no inteligent design
A place with love, sharing people, friendship and sons
I dreamed a dream that is called utopia
I want to be there all the time, where there is no death,
no existance at all, no concepts, no feelings, just peace,
and nothing more

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Acid Reality

The reality is not flat
Maybe you need special glasses to see it
Come with us, dive into the acid tunnel
Feel the pain with the salvation and enjoy

Borgão

Ele estava sentando, num banco, a ver navios,
Ele mesmo chegou, tímido, uns cincoenta anos mais novo,
Ele conversou com Ele, e se reconheceram como um todo em transição temporal e psicológica,
gostos diversos, sentimentos diversos
Mas ainda sim eles mesmos...

A realidade então esfarelou-se num livro de areia...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Contradição

Seria a morte prazerosa?
Talvez livrar-se da oxidação constante em nossos pulmões seja um alívio.
A vida é linda, mas há um preço a se pagar: o preço da perda, da saudade dos que foram, e dos que estão por ir. Seus queridos que jamais estarão por aqui novamente, fazendo a história.
O homem é muito enigmático. Ora toma pela razão a única via, ora se espelha nos sentidos para dar sentido à vida.
Por isso ser hedonista é a solução.
Ser racional e curtir os prazeres do agora.
A espera pela minha partida nunca foi tão especial. A curiosidade pelo instante derradeiro. “A vida inteira passando pelos olhos”. Não é o que dizem?
Talvez não seja irracional a vontade pela partida, mas o contrário.
Talvez seja o ato mais racional já tomado por um ser humano. Buscar a verdade. A verdade por trás de toda esta história enfadonha e cruel. A verdade por trás desta dúvida insaciável e corrosiva.
O que é a vida realmente? Porque a importância que damos a ela? Só por acabar?
Então se fosse pela perda, deveríamos prezar um lápis tanto quanto a vida.
Ele tem seu propósito, mas enquanto cumprir seu ofício está fadado ao fim.
Assim como nós. Enquanto cumprirmos o nosso dever na vida – que é o de viver – estaremos fadados à morte. Porém se não cumprirmos nosso dever e adiantarmos o curso espontaneamente, escolheremos a morte.

Isto é maravilhoso: escolher a sua hora.
Somente os fortes têm essa coragem, esse peito, essa racionalidade, ou loucura, que seja.
O que é ser louco afinal?
Estar fora da realidade?
Mas o louco também vive, na realidade que escolheu para si.
A realidade é subjetiva, temporal, espacial.
A realidade de um louco tem uma vantagem: ela pode mudar de acordo com sua escolha.
A nossa é esta e devemos nos adaptar.
Adaptar-nos ao sistema, como dizem.
Deixar de sermos seres humanos e passarmos à robótica rotina do “acordar-trabalhar-voltar para casa-dormir”.
Até quando seremos escravos desse nosso sistema?

Talvez sejamos mais loucos do que os loucos.


A nossa moral nos tornou cegos e céticos quanto a novas realidades/sistemas de viver.
O artista é o menos louco de nós. Ele pelo menos expressa sua normalidade, também chamada de genialidade, em seus papéis, sons, imagens.
Devemos nós expressar a nossa realidade e anseios no que podemos então.
Esquece esse sistema que te escraviza.
Toma por verdade o seu mundo particular.